O consumo

Consumir é um ato humano por excelência, que nos permite atender a necessidades vitais, próprias da sobrevivência, como alimentar-se, vestir-se e ter onde morar. mas não só. O consumo abrange também tudo o que estimula o crescimento humano em suas múltiplas e imprevisíveis direções e como tal oferece condições para nos tornarmos melhores.
Pelo consumo consciente participamos como pessoas inteiras, movidas pela sensibilidade, imaginação, inteligência e liberdade. Por exemplo, não comemos e bebemos apenas para saciar a fome ou a sede (se tivermos escolha), mas temos preferências que o paladar apura, e usamos da criatividade para inventar novos pratos e bebidas.
Mesmo provocado externamente, o consumo supõe a possibilidade de escolha autônoma, não só para estabelecer preferências como para optar por adquirir ou não determinado produto. Nesse sentindo, o consumo nunca é um fim em si, mas sempre um meio para outra coisa qualquer. Caso contrário, ele se transforma em consumismo.
As necessidades de consumo variam conforme a cultura e também dependem de cada indivíduo. O que se observa é que o consumo nunca serve apenas para atender às necessidades humanas essenciais, pois ele assume um caráter simbólico.
A decisão de comprar apenas de empresas que não exploram mão de obra escrava nem abusam dos trabalhadores subempregados, não adquirir produtos piratas, evitar o hábito do consumo exacerbado que leva ao desperdício e agir tendo em vista a sustentabilidade do planeta, entre outras expressões de conscientização do consumidor.
Do mesmo modo, consumo consciente seria reconhecer o impacto de propagandas que manipulam nossas escolhas. Muitas vezes, o consumo dá ao indivíduo apenas a sensação provisória de saciedade e satisfação, ou o faz sentir-se ilusoriamente inserido socialmente.
Muitas vezes criamos uma necessidade artificial de ter algo para proporcionar prazer pela posse de bens. Além disso, a produção em massa tem como efeito o consumo em massa, porque as necessidades artificialmente estimuladas, sobretudo pela publicidade, levam as pessoas a quererem sempre mais. O consumo alienado degenera em consumismo quando queremos uma coisa por querer, não porque precisamos ou vai ser necessário. A ânsia do consumo perde toda relação com as necessidades reais, o que leva as pessoas a gastar a mais do que precisam e, às vezes, mais do que têm.
O comércio facilita a realização dos desejos ao possibilitar o parcelamento das compras, promover liquidações e ofertas de ocasião, estimular o uso de cartões de crédito, de compras pela internet. As mercadorias são rapidamente postas “fora de moda” porque seu design se tornou antiquado ou porque um novo produto se mostrou “indispensável”, seja televisão, geladeira, celular ou carro.
As pessoas que estudam publicidade fazem muitos testes para lançar um produto. Para não sermos levados pela onda temos que ter uma visão mais crítica da publicidade. É importante analisar as coisas entre as linhas e imagens.

Pense sobre as seguintes situações:

- Isso é necessário?

- Eu quero este produto por que todos estão usando?

- Vou consumir por achar que vou estar na moda?

- Se eu não tiver isso o que será que as pessoas vão pensar de mim?

Com o individualismo as pessoas estão cada vez mais competitivistas, querem ter o melhor. Isso que as propagandas te falam “Seja melhor que o outro”, “Tenha o melhor” e “Impressione as pessoas com o poder que você pode mostrar”, mas com todas essas turbulências contemporânea, temos que ser humildes e reconhecer o que temos e somos. Não adiante usar máscaras, pois isto é uma verdadeira prisão. Bens podem vir e ir, por isso nossa felicidade não depende disso. Hoje tenho uma ampla noção de consumo. Quando eu era pequeno lembro que via vendedores na escola mostrando adesivos, livrinhos e brinquedos; ficava admirado, queria ter aquelas coisas. Com o conhecimento que tenho atualmente eu sei que a maioria das coisas que foram apresentadas são fúteis, hoje todo mundo vai querer ter esse brinquedo, amanhã vai ser outra tendência.


Uma coisa para refletir

Ao olhar vitrines, se pudéssemos examinar os “bastidores” da fabricação de muitas coisas “de marca”, encontraríamos produtos a custa de exploração de mão de obra barata.

Vamos aumentar nossos conhecimentos sobre o que consumimos no nosso cotidiano.
Consumidor seja consciente, seja informado.


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